Nikolas Ferreira: Brasil multa Telegram por conta de deputado de extrema-direita



CNN

Supremo Tribunal de Justiça do Brasil Alexandre de Moraes multou o aplicativo de mensagens Telegram na quarta-feira por não suspender a conta de uma autoridade eleita de extrema direita e influenciadora de mídia social, de acordo com um comunicado da Suprema Corte.

No início de janeiro, o tribunal ordenou que o Telegram suspendesse as contas de Nikolas Ferreira e outros “para impedir a propagação de manifestações criminosas”, disse o comunicado.

A falha em suspender a conta de Ferreira “é considerada colaboração indireta para a continuação de atividades criminosas”, disse o tribunal.

Ferreira, deputado federal pelo estado de Minas Gerais, tem mais de 300 mil assinantes no Telegram, 3,6 milhões de seguidores no Tik Tok e mais de 6 milhões de seguidores no Instagram. Ele tende a postar conteúdo evangélico e de extrema-direita e apoio ao ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro.

As autoridades brasileiras ainda estão investigando depois que centenas de apoiadores de Bolsonaro invadiram prédios do governo na capital Brasília no início de janeiro, após sua derrota no segundo turno presidencial no ano passado.

O conhecimento de mídia social de Ferreira desempenhou um papel importante na catapulta da carreira política do jovem de 26 anos; em 2022, ele foi eleito com o maior número de votos de todos os deputados em todo o país, e o terceiro mais votado para qualquer deputado na história do Brasil.

Tweetando sobre o caso na quarta-feira, Ferreira escreveu: “Eles querem que eu desapareça da internet”.

O Telegram está sendo multado em 100.000 reais (cerca de US$ 20.000) por dia de descumprimento, de acordo com um comunicado do Supremo Tribunal Federal.

Em carta do Telegram a Moraes, obtida pela CNN Brasil, a empresa respondeu pedindo que o pedido fosse reconsiderado.

Ressalta que Ferreira é eleito, e diz que não foi identificado nenhum conteúdo criminal específico no despacho. “Não foram apresentados fundamentos ou justificativas para o bloqueio total do referido canal, ou seja, não foram apresentados os conteúdos específicos que seriam considerados ilegais”, diz a carta.

A CNN entrou em contato com o Telegram para comentar.

A Suprema Corte reconheceu que o Telegram relatou o cumprimento parcial da ordem, mas pediu esclarecimentos sobre qual conteúdo específico bloquear.

Fonte: G1 – CNN

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