Empresa de mulher que teve mão amputada após o parto oferece novo trabalho a ela: ‘Tentar me readaptar’


Gleici Kelly Silva, de 24 anos, era fiscal de caixa em um supermercado e precisava das duas mãos para trabalhar. Ela segue em licença-maternidade. Mulher dá entrada no hospital para dar à luz e sai com braço amputado no RJ
O drama de Gleici Kelly Silva, de 24 anos, a mulher que teve a mão amputada após complicações no parto, chamou atenção da direção da empresa que ela trabalha.
Ela, que havia acabado de ser promovida a fiscal de frente de caixa em um supermercado e precisava das duas mãos para a tarefa, recebeu um telefonema da direção do supermercado oferecendo apoio para remanejamento profissional.
“Eles falaram que não vão me mandar embora. Eu fiz de tudo para conseguir a promoção e vão me mandar para outra função para ver se eu vou me readaptar. Tentar me readaptar”, diz ela, que teve seguem em licença-maternidade até abril e tem mais um mês de férias para tirar.
‘Tenho vergonha que olhem para mim’, diz mulher que teve mão amputada após parto
Mulher busca respostas sobre amputação da mão esquerda durante internação para ter bebê
Reprodução/ TV Globo
O caso
Gleici Kelly Silva, de 24 anos, tenta entendr o que houve em outubro de 2022, quando se internou para dar à luz, mas saiu do hospital com a mão amputada.
Ela contou que sofreu outras complicações no Hospital Intermédica Jacarepaguá, como uma curetagem por sucção 45 dias apó o parto.
Sem explicações e sem o membro, ela tenta se adaptar à nova vida.
“Tem um mês que tive coragem de olhar para o meu braço sem mão. Não gosto de olhar. Ainda não me aceito nessa nova versão. Também não saio de casa, tenho vergonha que olhem pra mim. Acho que está todo mundo me olhando”, disse.
Outras denúncias
Após a divulgação do caso de Gleici, outras denúncias de negligência envolvendo o Intermédica de Jacarepaguá surgiram essa semana.
Em uma delas, uma mãe contou que o filho teve que ser transferido para uma UTI neonatal nos braços da enfermagem e da pediatra, que saiu correndo com a criança, já que no local não havia ambulância para a transferência adequada.
Em outro caso, um procedimento teria sido feito sem autorização da mãe, e os pulmões de um bebê teriam estourado.
De acordo com a 41ª DP (Tanque), na Zona Oeste do Rio, até o momento, cinco registros denunciando possíveis erros médicos do Hospital Intermédica Jacarepaguá foram registrados, e estão em diferentes etapas da investigação.
Vítimas, familiares e testemunhas foram ouvidas e outros depoimentos estão previstos. Exames e documentos médicos foram solicitados e, os que já foram juntados, estão sendo analisados. Agentes da unidade realizam diligências a fim de esclarecer todas as circunstâncias envolvendo os casos registrados.
Na quinta-feira (19), o Hospital Intermédica afirmou que afastou a liderança médica da unidade, e que um comitê de ética instaurou uma investigação. A direção foi chamada para depor na Delegacia do Tanque, que apura o caso, mas o hospital entrou com petição para adiar os depoimentos. O Ministério Público também investiga o caso.

Fonte: G1 – CNN

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