Dólar abre em alta, com risco de recessão nos EUA ainda pesando sobre os mercados


Na quinta-feira, a moeda norte-americana subiu 0,17%, cotada a R$ 5,1702. Dólar
Pixabay
O dólar abriu mais um dia em alta nesta sexta-feira (20), ainda com o mercado global demonstrando uma maior aversão ao risco por conta das possibilidades de uma recessão nos Estados Unidos. No âmbito doméstico, investidores também seguem de olho nas sinalizações sobre política econômica do novo governo.
Às 09h02, a moeda norte-americana subia 0,14%, cotada a R$ 5,1773. Veja mais cotações.
Na véspera, o dólar subiu 0,17% e fechou o dia vendido a R$ 5,1702. Com o resultado, a moeda acumula alta de 1,25% na semana e queda de 2,04% no ano.
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O que está mexendo com os mercados?
No cenário interno, em dia de agenda de divulgação de indicadores econômicos vazia, o mercado repercute novos sinais da política econômica.
Depois do presidente Lula afirmar em entrevista ao Globonews, na quarta-feira (18), que a independência do Banco Central do Brasil é “bobagem”, o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou que não há nenhuma pré-disposição do governo de fazer qualquer mudança na instituição. A fala agradou e tranquilizou investidores.
Já no exterior, a cautela permanece com o risco de recessão nos Estados Unidos. Hoje, o mercado aguarda novos discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que possam indicar o rumo das taxas de juros no país.
Na véspera, a vice-presidente do Fed, Lael Brainard, disse que apesar da desaceleração da inflação americana nos últimos meses, as taxas de juros no país precisam continuar elevadas para controlar o aumento dos preços.
Juros mais altos nos Estados Unidos elevam a rentabilidade dos títulos públicos do país, que são considerados os mais seguros do mundo. Assim, investidores migram para tais aplicações, em detrimento de ativos de risco, como o mercado de ações e moedas de países divergentes – o que ajuda a explicar a desvalorização do real frente o dólar.
Com pressão inflacionária e juros mais altos, crescem, também, a percepção de risco de que os Estados Unidos enfrentem uma recessão econômica.
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Fonte: G1

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