Artista drag lembra George Santos como esquerdista apoiador de Lula no Brasil


  • O aguerrido deputado George Santos fez campanha como um ultraconservador.
  • Um artista drag que o conheceu em meados dos anos 2000 disse ao Insider que Santos apoiava o presidente de esquerda do Brasil na época.
  • Santos agora enfrenta escrutínio sobre várias invenções sobre seu passado.

Uma travesti brasileira que diz ter conhecido George Santos quando ele se vestia de travesti no Brasil se lembra do congressista durante sua juventude como apoiador do presidente progressista do país, não como o político ultraconservador que ele diz ser agora.

A artista Eula Rochard ganhou as manchetes por divulgar uma foto que diz ser de Santos vestida com um vestido vermelho.

Mas em entrevista ao Insider, ela disse que o que a intriga é como Santos deixou de apoiar o presidente esquerdista Luiz Inácio Lula da Silva, conhecido como “Lula”, para sua atual encarnação política.

Rochard disse que Santos apoiou Lula e depois “vai para os EUA e vira essa coisa de maluco lá. Que maluquice é essa?”

Santos, que representa partes do Queens e Long Island, agora abraça o ex-presidente Donald Trump e políticas consideradas anti-LGBTQ. Ele acusou a esquerda de tentar filhos do “noivo”um ponto de conversa conservador que equipara a discussão de gênero e sexualidade com a preparação para o abuso sexual.

Mas em meados dos anos 2000, Rochard apoiou um presidente brasileiro que, segundo um especialista, tinha mais em comum, pelo menos na política econômica, com a política progressista do senador Bernie Sanders.

Rochard disse que muitos gays que viviam na cidade de Niterói na época apoiavam Lula, um reformador de esquerda que serviu como presidente do Brasil de 2003 a 2010 e que acabou de ser reeleito para um terceiro mandato, a partir deste mês.

“Lula prometeu fazer leis para ajudar os gays. Eles eram todos lulistas e Anthony também porque andava conosco”, disse Rochard ao Insider, usando o nome que Rochard diz que Santos usou no Brasil, “Anthony”.

Artista drag Eula Rochard

A drag brasileira Eula Rochard segura um jornal de 2008 que, segundo ela, mostra o deputado republicano George Santos em trajes de travesti.

Captura de tela interna.



Não é de surpreender que Santos, como gay, tenha apoiado Lula nos anos 2000, disse Rafael Ioris, professor de história da América Latina na Universidade de Denver. Lula representou a chance de expansão dos direitos civis para grupos minoritários no Brasil, e a maioria dos membros da comunidade LGBTQ estava alinhada com essa perspectiva, disse ele.

É difícil imaginar um membro do atual Partido Republicano nos Estados Unidos se aliando a Lula, mesmo quando ele se tornou mais moderado durante o governo. Lula é um ex-sindicalista que construiu sua carreira política com base em políticas semelhantes à ala progressista do Partido Democrata: salário mínimo mais alto e gastos maiores com saúde e educação.

O senador Bernie Sanders twittou seu Parabéns a Lula em outubro, quando ele derrotou o atual presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro, cujos apoiadores este mês prédios do governo invadidosrecusando-se a aceitar os resultados.

“É uma mudança bastante dramática”, disse Ioris sobre o Santos. As pessoas mudam, disse ele, mas “como isso aconteceu?”

É uma das muitas questões que giram em torno de Santos, que está no centro de um escândalo sobre mentiras em seu currículo, falsas alegações de que sua mãe morreu em 11 de setembro e riqueza inexplicável que ajudou a financiar sua candidatura ao Congresso.

A jornalista freelancer Marisa Kabas contou a história em um Postagem de subpilha sobre Santos se vestindo como travesti sob o nome de Kitara em meados dos anos 2000. Rochard também disse a Kabas que os amigos de Santos no Brasil eram de esquerda.

Santos, cuja equipe não respondeu a um pedido de comentário, a princípio negou que atuou como drag queen mas depois disse aos repórteres: “Eu era jovem e me diverti em um festival. Processe-me por ter uma vida.” Desde então, mais vídeos surgiram, sugerindo que foi mais do que um caso isolado.

Rochard conheceu Santos quando ele tinha cerca de 17 anos e disse que costumava pegar Santos em “mentirinhas inocentes”. Ela disse que ele queria ser famoso “não importa o quê”.

“Ele não era uma má pessoa”, disse Rochard. “Ele era um adolescente gay normal em um país onde não havia leis que protegessem os gays.”





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