Americanas: Itaú diz ser leviano atribuir responsabilidade

Sergio Moraes/Reuters

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A Americanas pediu recuperação judicial na última quinta-feira (19), citando dívidas de R$ 43 bilhões

O Itaú Unibanco classificou hoje (24) como “leviana” a tentativa de atribuir aos bancos responsabilidade sobre as práticas contábeis irregulares da Americanas, em resposta à nota dos acionistas de referência da varejista.

No último domingo (22), na primeira manifestação pública sobre os problemas contábeis envolvendo a varejista, que culminaram com o pedido de recuperação judicial, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto (Beto) Sicupira afirmaram que jamais ter conhecimento de quaisquer manobra contábil.

Também afirmaram que contavam com uma das maiores e mais conceituadas empresas de auditoria, a PwC, que fazia uso regular de cartas de circularização, usadas para confirmar as informações contábeis da Americanas com fontes externas, incluindo os bancos que mantinham operações com a empresa.

“Nem essas instituições financeiras nem a PwC jamais denunciaram qualquer irregularidade”, escreveram os acionistas de referência da varejistas.

A Americanas pediu recuperação judicial na última quinta-feira (19), citando dívidas de R$ 43 bilhões, em um dos maiores pedidos do tipo no país.

No comunicado, o Itaú afirmou que a elaboração e aprovação das demonstrações financeiras que espelhem a realidade da companhia são responsabilidade única e exclusiva da administração da empresa, “e sem nenhuma influência dos bancos ou outros credores”.

O banco também alega que cartas de circularização são um instrumento que apoiam a auditoria no trabalho de verificação das informações fornecidas pela administração, e foram respondidas conforme as melhores práticas de mercado. E acrescentou que os saldos das operações também sempre foram reportados no sistema central de risco do Banco Central.

“Dessa forma, é leviana a tentativa de atribuir aos bancos qualquer responsabilidade sobre as práticas contábeis irregulares da empresa”, afirmou o maior banco do país.

Fonte: Forbes Brasil

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